domingo, 25 de agosto de 2019

Controle de vencimento de extintores - Planilha em Excel

A Priorize desenvolveu uma planilha em Excel para te ajudar a fazer o controle da validade dos extintores da sua empresa, ou das empresas que você faz a parte de segurança do trabalho. Ela é muito prática e pode ser manuseada por qualquer pessoa com acesso a um computador.



De acordo com as normas brasileiras, os extintores precisam ser mantidos em perfeitas condições de uso, com carga completa e em um local de fácil acesso. Não pode existir falhas nesses equipamentos, pois em caso de emergência, eles devem estar prontos! Eles podem evitar grandes prejuízos financeiros e até tragédias envolvendo vidas. Por essa razão, é de extrema importância ter o controle dos extintores sempre atualizados. E é exatamente isso que a planilha de controle dos extintores vai fazer por você.


Confira um pouco sobre ela.

  • A planilha tem gráficos que te ajudam a ter uma visão mais ampla da condição dos extintores (Dashboard);
  • Até 50 extintores;
  • Os extintores podem ser classificados em: tipo, número, local e validade;
  • É possível imprimir a lista dos extintores de incêndio com a sua situação atual;
  • Guia de informações sobre extintores e classes de incêndio;
  • Se o extintor estiver próximo do vencimento, a planilha irá mostrar quantos dias faltam.
Quer saber mais sobre classes de incêndio e tipos de extintores?

Como comprar?

Temos duas opções de compra para você.
Uma delas é através da nossa loja online: Clique aqui para acessar.
A outra é através do Mercado Livre: Clique para acessar.
O valor no Mercado Livre é um pouco mais alto, pois o mesmo cobra uma taxa para anunciar na plataforma.
Mas mesmo assim, a planilha tem um custo baixo, e pode te ajudar muito!


Incêndio: Classes e tipos de extintores


Não existe um método universal que funciona em todos os incêndios, para extinguir um, primeiro precisa-se saber qual é a classe dele, pra então definir qual é o extintor apropriado para aquele incêndio. Existem cinco classes de incêndio, e para cada classe, existe o seu extintor específico.

BAIXE A PLANILHA DE CONTROLE DE EXTINTORES

Imagine a seguinte situação: Você deve saber que a água apaga o fogo, certo? Agora pense em um incêndio causado por um curto-circuito, onde existem aparelhos energizados, será que a água é uma boa solução? Claro que não! A água conduz eletricidade, e você pode colocar a sua vida em risco se fizer isso. 

CLASSES DE INCÊNDIOS

Classe A

O incêndio de classe A acontece quando há queima em materiais sólidos que rapidamente pegam fogo. Esses materiais queimam em superfície e profundidade, e também deixam resíduos após a queima. Exemplos de incêndios de classe A: madeira, papel, papelão, tecido, plásticos, borrachas, orgânicos.
Extintores indicados para incêndio de classe A: 
Água (H2O), pó químico ABC, espuma mecânica


Classe B

Quando ocorre a queima de líquidos inflamáveis, dizemos que temos um incêndio de classe B. O material inflamável queima em superfície, não deixando resíduos e liberando muita energia em forma de calor. Exemplos de incêndios de classe B: Gases ou líquidos inflamáveis, como o álcool, gasolina, querosene, diesel, GLP e graxas inflamáveis.
Extintores indicados para incêndio de classe B:
Gás carbônico (CO2), pó químico BC, pó químico ABC


Classe C

Os incêndios dessa classe estão relacionadas com a energia elétrica. Deve-se primeiro desligar a energia elétrica dos aparelhos, após isso, o incêndio passará a ser classe A.
Exemplos de incêndios de classe C: eletrodomésticos energizados, fios e cabos, tomadas, motores, quadros de distribuição, transformadores, etc.
Extintores indicados para incêndio de classe C:
Pó químico BC e pó químico ABC


Classe D

Esse tipo de incêndio envolve materiais pirofóricos, dos quais são feitos os fogos de artifícios. Exemplos de materiais: Selênio, sódio, potássio,zinco, titânio, lítio, urânio, magnésio, antimônio e zircônio.
O extintor indicado para essa classe é o específico para a classe D.


Classe K

É caracterizado incêndio de classe K quando há queima de óleos de cozinha banha e gorduras em cozinhas. Geralmente ocorrem em frigideiras, fritadeiras, assadeiras, grelhas, fornos etc.
O extintor indicado para essa classe é o específico para a classe K.


TIPOS DE EXTINTORES

Água (H2O) - É indicado para incêndios de classe A, pois ele age resfriando o material em chamas. Nunca deve ser utilizado em incêndios de classe B e C (Pois ele espalha o fogo originado de líquidos inflamáveis e a água conduz eletricidade).

Gás carbônico (CO2) - Esse extintor age por abafamento (removendo o oxigênio) e resfria os materiais. É indicado para incêndios de classe B e C.

Pó Químico ABC - Extingue o fogo por meio de reações químicas e abafamento do fogo. Como o próprio nome diz, ele serve para incêndios de classe A, B e C.

Pó Químico BC - Semelhante ao anterior, o extintor de pó químico BC age por meio de reações químicas e servem para incêndios de classe B e C.

Espuma mecânica - A extinção do incêndio ocorre por abafamento e resfriamento e podem ser usados em incêndios de classe A e B. É proibido usar em classe C.

Extintor de classe D - São extintores específicos para o incêndio de classe D, ele possui sais especiais que são capazes de isolar o metal do oxigênio, levando assim ao resfriamento e extinção do fogo.

Extintor de classe K - Esse tipo de extintor é composto por uma base alcalina, que em contato com a gordura e às altas temperaturas provoca uma reação, chamada saponificação que forma um espuma, que atua abafando o fogo e contendo os vapores.

De acordo com as normas brasileiras os extintores devem ser mantidos em excelentes condições de operação (carga completa e local de fácil acesso). Caso contrário podem ocorrer incêndios que podem levar à grandes prejuízos financeiros ou mesmo tirar a vida de pessoas. Por isso, é de extrema importância ter um controle de extintores sempre atualizado.

E para te ajudar nisso, desenvolvemos uma planilha em Excel de Controle de Vencimento de Extintores. Clique aqui e saiba mais.

Bibliografia
https://www.contraincendio.com.br/aprenda-quais-as-classes-de-incen-dio-e-os-tipos-de-extintores-disponiveis/
https://www.bucka.com.br/o-extintor-classe-k-e-os-incendios-em-cozinhas/
https://www.bucka.com.br/extintor-classe-d-fogo-em-metais-piroforicos/
http://www.kidde.com.br/Documents/ConceitosExtintores.pdf
NBR 12693

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Guia de lâmpadas: tipos, vantagens e desvantagens

Atualmente a iluminação está em alta no mundo da decoração e existem uma infinidade de tipos e modelos de lâmpadas disponíveis no mercado. Então, criamos este artigo, que será um guia pra você na hora da compra desse tipo de luminária.


Lâmpadas Incandescentes

Esse tipo de lâmpada foi por anos a mais utilizada em residências, apresenta uma cor amarelada e aconchegante, porém converte a maior parte da energia em calor, e isso é um sério problema, por que além de gastarem muita energia, geram gás carbônico, prejudicial a camada de ozônio, por isso, as lâmpadas incandescentes estão atualmente em extinção. Mas ainda são utilizadas em iluminação de decoração, como em abajures e arandelas, bem como em fogões e geladeiras.


Vantagens 

  • As lâmpadas incandescentes emitem uma luz que é mais natural ao olhos;
  • Elas podem ser dimerizadas(aumentando ou diminuindo sua intensidade);
  • Preço baixo.

Desvantagens

  • Consumo elevado de energia;
  • Geram gás carbônico prejudicial à camada de ozônio;
  • São pouco duráveis (cerca de 750 horas).

Lâmpadas Fluorescentes

As lâmpadas fluorescente apresentam uma alta luminosidade por um baixo consumo energético, o que faz dela um tipo de lâmpada de alta eficiência. São utilizadas de forma geral em residências e comércio, como em lustres e pendentes.
Há três modelos no mercado: tubular, compacta eletrônica e a compacta não integrada.



Vantagens

  • Não emitem calor, fazendo das lâmpadas fluorescentes ideais para ambientes onde o calor pode prejudicar usuários ou equipamentos;
  • São mais duráveis quando comparadas com as incandescentes (vida útil em média de 5 mil horas);
  • Baixo consumo energético;
  • Variedade de modelos (potência e tonalidades);

Desvantagens

  • Tem um custo inicial mais alto que as incandescentes, mas são acessíveis;
  • O seu descarte não pode ser feito de qualquer forma, pois por conter mercúrio e fósforo tem uma taxa elevada de poluição ao meio ambiente (solo e água);
  • Apesar de terem um baixo consumo elétrico, ainda consomem mais energia quando comparadas com o LED.

Lâmpadas de Descarga (HID)

São geralmente utilizadas em áreas externas, como pátios e ruas, ou em grandes áreas internas, como galpões, estádios ou fábricas. Elas necessitam de reatores para o acionamento e para manter acesa. Gasta pouca energia e a luz que ela produz é muito brilhante. Existem quatro tipos de lâmpadas de descarga: vapor de sódio, vapor de mercúrio, lâmpada mista e multivapores metálicos.

Vantagens

  • Luz extremamente brilhante;
  • Tem um altíssima eficiência energética;
  • Alta durabilidade.

Desvantagens

  • Alguns modelos necessitam de 2 a 15 minutos para acender por completo;
  • Usam reatores que dificultam sua instalação e tem um peso considerável (verificar as estruturas que apoiarão essas lâmpadas);
  • Preço alto.

Lâmpadas Halógenas

Essas lâmpadas funcionam do mesmo modo que as incandescentes, porém em seu bulbo contém bromo ou iodo (halógenos). Por seu tamanho pequeno são ótimas escolhas para serem usadas em luminárias. São geralmente utilizadas para dar destaque a algo, como um quadro ou item de venda.


Vantagens

  • Cerca de 2 vezes mais durável que as incandescentes (2 a 4 mil horas);
  • Luz parecida com a luz solar (2500K a 3100K) tornando a ambiente mais agradável;
  • Variedades de modelos e potências;
  • Pode ser dimerizada.

Desvantagens

  • Não apresentam uma alta eficiência energética (mais econômica que as incandescentes e menos que as fluorescentes);
  • A grande maiorias dos modelos necessitam de um transformador;
  • Não são duráveis comparada com tecnologias mais atuais.

Lâmpadas de LED

Essa sem dúvida é o tipo mais conhecido hoje, e são amplamente utilizadas em residências e comércios. É a lâmpada que menos consome energia elétrica. Elas podem ser utilizadas para tudo, áreas externas (refletores de led), áreas internas, efeito de decoração, arandelas, balizadores, spots e por aí vai.

Vantagens

  • Extremamente durável (25 mil horas);
  • Baixíssimo consumo elétrico;
  • Não gera calor (ou muito pouco);
  • Não polui o meio ambiente e é de fácil descarte;

Desvantagens

  • Preço por lâmpada elevado (mas comparando a economia elétrica, o valor da compra pode ser facilmente compensado);

Soquetes e bases

Os soquetes servem para fixar a lâmpada e fazer a ligação dela com a rede elétrica, eles também são chamados de bocais, e é o local onde você rosqueia ou encaixa a lâmpada. 
A parte da lâmpada que encaixa no soquete é chamado de base.
Abaixo você pode ver uma lista com as principais bases das lâmpadas que encaixam nos soquetes equivalentes.
Referências:
https://www.cliquearquitetura.com.br/artigo/tipos-de-lampadas.html
https://www.ecocasa.pt/energia_content.php?id=1
http://avantlux.com.br/luminotecnica/
http://www.maistokstok.com.br/dicas/tipos-de-lampada/

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Modelo de Ficha de EPI grátis e sua importância

Para que os trabalhadores exerçam suas atividades com segurança, é indispensável que o empregador forneça os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados à atividade exercida por ele. É importante também que essa entrega de EPI seja organizada, por isso a NR 6 fala da importância de se ter uma FICHA DE EPI.

A importância da ficha de EPI

A ficha de EPI serve basicamente para registrar o fornecimento de EPI adequado ao trabalhador, e isso é importante para o empregador e também para o empregado, desse modo eles garantem o cumprimento da NR 6.
Essa NR trata dos direitos e deveres relacionados aos Equipamentos de Proteção Individual, e traz a seguinte obrigatoriedade.
6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI:   
h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico.

Além de fornecer EPI adequado ao risco da atividade, o empregador deve registrar o fornecimento através de uma ficha, isso vai servir como garantia de que a empresa está cumprindo com as obrigações da NR 6 e vai evitar processos judiciais futuros pela falta de EPI que por ventura possa ser alegado por um funcionário.

O que são RISCOS AMBIENTAIS?

O que deve conter na ficha de EPI

Os itens abaixo são essenciais para a ficha de EPI:

  • CA (Certificado de Aprovação);
  • Descrição do EPI;
  • Fabricante;
  • Data da retirada;
  • Data da devolução;
  • Assinatura do funcionário;
  • Termo de compromisso do funcionário: A ficha de EPI deve conter os deveres do trabalhador com respeito a guarda e conservação do equipamento de proteção:
6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI:
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

Modelo de ficha de EPI grátis

Com base na NR 6 desenvolvemos um modelo de ficha de EPI que pode ser baixada gratuitamente.
Criamos duas versões, uma em PDF pronta para ser impressa, e outra editável no WORD, pra você fazer as alterações necessárias e adequar à sua empresa.

Versão PDF (pronto para imprimir)
Tamanho: 80kb
Formato: .pdf
Baixar

Versão WORD (editável)
Tamanho: 16kb
Formato: .docx
Baixar

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Planilha em Excel: Calculadora de multas da NR 28 - Fiscalização e penalidades


Você deve saber que para ter um ambiente de trabalho seguro é fundamental cumprir com as NRs que regem boa parte da segurança do trabalho na empresa, e que além de serem obrigatórias, se forem seguidas proporcionam mais segurança e saúde para os trabalhadores. 
Mas você sabia que se alguns itens de uma NR não for seguida pode gerar multas e penalidades? É sobre isso que fala a NR 28 que vamos abordar brevemente agora. Vamos também te ensinar a calcular o valor da multa e também disponibilizaremos uma planilha em Excel, que vai te ajudar nesse cálculo.

Um pouco da NR 28 - Fiscalização e penalidades

A Norma regulamentadora 28 tem caráter de correção e punição, ou seja, quando o auditor visitar a empresa, o seu objetivo é apontar as irregularidades presentes no ambiente de trabalho, aplicando multas se for necessário. O agente de inspeção do trabalho irá notificar a empresa se um item estiver em descumprimento com as NRs vigentes. O mesmo irá conceder prazos de 60 dias para a empresa tomar as devidas providências para se adequar. Esse prazo pode ser prorrogado até 120 dias.

VOCÊ SABE O QUE É FICHA DE EPI? TEMOS UM MODELO GRÁTIS!

O auditor deverá propor a interdição do estabelecimento, setor ou máquina se for constatado uma situação de risco grave e iminente à saúde ou a integridade do trabalhador.

Como calcular o valor das multas

Para calcular o valor das penalidades deve-se levar em conta o número de trabalhadores e o tipo de infração cometida pela empresa. 
Primeiro de tudo, você tem que procurar no ANEXO II da NR 28 qual item está em descumprimento e assim ver o grau da infração (1 a 4) e o tipo da infração (S- Segurança, M- Medicina).
Depois, dentro da NR 28, você pode visualizar o ANEXO I, que é a gradação das multas. Você terá o valor da multa cruzando o grau da infração com o número de trabalhadores da empresa.
Mas esse valor está em UFIR (Unidade Fiscal de Referência) que é 1.0641. Então basta multiplicar o valor da multa em UFIR por 1.0641 e você terá o valor da multa em reais.

Calculadora da NR 28 


calculadora excel nr 28 multas
Nós da Priorize desenvolvemos uma calculadora das penalidades da NR 28 em Excel, para assim facilitar esse cálculo. 
Nessa calculadora você digita o número de trabalhadores, o grau infração (1 a 4) e tipo da infração (S ou M) e a calculadora irá mostrar o valor em UFIR e o valor da multa já convertido em reais. A calculadora é muito intuitiva e fácil de usar. Essa é uma planilha exclusiva da Priorize!

Tipo: Planilha do Excel
Versão: CM28-1
Formato: .xlsx
Tamanho do arquivo: 62kb
VBA: Não
A planilha funciona em Excel 2010 ou superior.

CLIQUE PARA BAIXAR
(MEGA)

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Como funciona um disjuntor? Conheça um disjuntor por dentro

O disjuntor é um dos equipamentos elétricos mais conhecidos e com certeza tem pelo menos um aí na sua casa. Mas você sabe pra que serve um disjuntor? Já viu um por dentro?


Pra que serve um disjuntor


Pense em uma lâmpada, provavelmente tem um interruptor pra ela, ou seja, a tecla onde liga e desliga. Os disjuntores são parecidos, eles são dispositivos eletromecânicos que servem como um interruptor automático. Os disjuntores são desenvolvidos com a intenção de proteger uma instalação elétrica contra prejuízos que podem ser causados por sobrecarga ou curto-circuito.
Os disjuntores podem substituir os fusíveis, que tem a mesma função, a diferença entre eles é que quando os fusíveis atuam eles ficam inutilizáveis e requerem a troca dos mesmos. Já com os disjuntores, isso não acontece, quando ele atua desligando um circuito, ele pode ser facilmente armado de novo (ligado).


Disjuntor Térmico  


Esses disjuntores atuam quando há sobrecarga, que geram calor, e esse aquecimento causa a deformação de placas bimetálicas, provocando assim a interrupção do circuito. A sua função básica é proteger os cabos contra o aquecimento causado por sobrecarga prolongada. Apesar de ser um mecanismo robusto, o problema desse tipo de disjuntor é que são lentos, necessitando assim de um tempo para atuarem.


Disjuntor Magnético


Ao contrário do disjuntor térmico, os magnéticos são rápidos, e a interrupção é instantânea. Quando a bobina é atingida por uma forte corrente elétrica, é desencadeado o deslocamento de um contato abrindo o circuito e protegendo os equipamentos instantaneamente.


Disjuntor Termomagnético


Atualmente, esse é o disjuntor mais utilizado. Ele é basicamente a junção dos outros dois tipos de disjuntores, acima citados. Em um só disjuntor, temos a proteção térmica (lento e robusto) e a proteção magnética (rápido e preciso).


Como é um disjuntor por dentro?


Como é um disjuntor por dentro


Acima você pode ver o mecanismo interno de um disjuntor termomagnético.

Alavanca/Manopla: A manopla serve para ligar ou desligar o disjuntor manualmente. 
Bornes: É onde são conectados os fios/cabos, de entrada e saída.
Barramento bimetálico: São as placas bimetálicas que sofrem a deformação com a sobrecarga que gera calor e ativa o sistema de interrupção do circuito (proteção térmica do disjuntor).
Bobina e pistão metálico: São essas duas peças que ativam a proteção magnético do disjuntor, abrindo o contato e interrompendo o circuito.
Câmara de extinção de arco elétrico: Quando o disjuntor atua, pode acontecer arcos voltaicos que são dissipados na câmara de extinção de arco, evitando que 'faíscas' escapem pra fora do disjuntor.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Chuveiro elétrico: Por que não tomamos choque?

Esse artigo é pra você que toma banho com água quente usando um chuveiro. Talvez você já tenha feito a seguinte pergunta (ou não):

Visto que a energia elétrica fica diretamente em contato com a água, porque não levamos choque ao tomar banho?



Essa é uma pergunta muito comum, mas nem todos conseguem uma resposta clara. Mas para começarmos, precisamos entender algumas coisas:

Primeiro: Nesse artigo, quando você ler "resistor" se refere ao equipamento que esquenta a água dentro do chuveiro. E "resistência" se refere a uma propriedade física que dificulta a passagem da corrente elétrica.
Segundo: O choque elétrico é a passagem da corrente elétrica pelo nosso corpo.
Terceiro: A energia elétrica sempre percorre o caminho mais 'fácil e rápido' até a terra.
Quarto: Todo material tem o seu coeficiente de condutividade (ou seja, o quanto esse material dificulta a passagem da corrente elétrica).

A energia elétrica chega ao chuveiro por meio de 2 fios (fase e neutro, ou fase e fase), e por mais que estejam conectados através de um resistor, a energia prefere percorrer o resistor ao invés da água, por que mesmo que ela tenha esse nome, a resistência que ela oferece é muito menor do que a da água. 

Então, a energia elétrica não tem nenhum motivo pra seguir pela água (que tem uma resistência relativamente alta), depois passar pelo seu corpo (que também oferece uma resistência) pra só então chegar ao solo.

VOCÊ JÁ VIU UM DISJUNTOR POR DENTRO?

Mas os chuveiros não são 100% seguros, por isso, existe o fio terra que fica em contato com água, para drenar qualquer fuga de corrente que circule pela água. Um exemplo é se o resistor 'queimar' (partir ao meio) você não receberá a descarga elétrica, por que ela é drenada até o solo através do fio terra. Por isso, é importantíssimo que se tenha um aterramento bem feito.

Um problema mais sério, seria se a energia continuasse no chuveiro após desliga-lo, mas isso não acontece, por que os chuveiros são fabricados com um sistema, conhecido como diafragma, que quando não há pressão da água ele volta a sua posição inicial cortando assim a energia que cruza pelo resistor. Por isso, o resistor do seu chuveiro não queima toda hora e você não leva choque.

E o que dizer dos famosos "choquinhos" que levamos no registro do chuveiro? Isso fica pra um próximo artigo.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Bio-concreto: Construções curam as próprias rachaduras

O concreto é muito resistente e extremamente durável, por esse motivo ele é o material mais utilizado na construção civil ao redor do globo. Mas, como nada é perfeito, o concreto tem seus defeitos, por mais que seja muito resistente, com o tempo ele começa abrir fissuras, decorrentes do desgaste natural e do próprio stress da estrutura, e com o passar dos anos, essas fissuras (rachaduras) tendem a aumentar de tamanho.

Nesse contexto, entra uma solução que visa acabar com essa fragilidade do concreto. Trata-se do bio-concreto, ou concreto orgânico.

O bio-concreto é literalmente um concreto vivo, capaz de curar a si próprio, ou seja, de fechar (vedar) as suas próprias rachaduras.

"Nosso concreto vai revolucionar a maneira como construímos, pois nos inspiramos na natureza”, afirmou Henk Jonkers, microbiólogo responsável pelo desenvolvimento do projeto.

Podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que não foi só inspirado na natureza, mas foi feito dela, por que para criar esse "concreto mágico", capaz de regenerar edifícios desgastados com o tempo, é usado um tipo especial de uma bactéria. O nome científico da bactéria é Bacillus pseudofirmus.

Essa bactéria normalmente é encontrada em condições extremamente hostis, como em rochas próximas à vulcões ativos. Segundo Henk Jonkers, ela é capaz de sobreviver por mais de 200 anos em um edifício. 

O concreto orgânico é feito adicionando ao concreto tradicional, colônias da bactéria já mencionada e lactato de cálcio, que é usado como alimento dessas bactérias. 

Assista o vídeo abaixo e veja como o concreto biológico consegue curar a si próprio.
E como elas conseguem fechar as rachaduras no concreto? É simples! Quando um fissura é aberta, as bactérias são expostas ao ambiente, principalmente a água, que penetra por meio da rachadura e serve como um "despertador" das bactérias presentes no concreto. Elas então ficam ativas e se alimentam, e como produto dessa digestão, produzem o calcário, que por sua vez é o principal elemento do concreto. Três semanas é o tempo que demora para as bactérias vedarem uma fissura. Elas conseguem fechar uma rachadura de qualquer comprimento, de centímetros a quilômetros, mas não pode passar de 8 milímetros de largura.

E o que dizer dos edifícios já construídos com o concreto tradicional? Há uma solução pra eles também. Os mesmos desenvolvedores do bio-concreto criaram um líquido que pode ser aplicado (pulverizado) nas construções já prontas.

O único impasse do concreto orgânico é o preço, que inicialmente seria 40% mais caro que o tradicional, mesmo assim pode ser economizado bilhões ao longo do tempo em futuras manutenções em edifícios.

sábado, 23 de março de 2019

O que é Mapa de Riscos? Como elaborar?

Como o próprio nome já diz, é uma representação gráfica dos riscos presentes no ambiente de trabalho. É um instrumento que a segurança do trabalho da empresa usa para identificar os riscos que os trabalhadores estão expostos, e fazer a conscientização dos mesmos sobre os riscos ambientais.



A presença do mapa de riscos em um local visível é fundamental para que o objetivo seja alcançado, ficando acessível à funcionários e visitantes.

A elaboração do Mapa de Riscos beneficia tanto empregados como empregadores, pois melhora a produtividade e consequentemente a lucratividade e os trabalhadores saberão que existem medidas preventivas e corretivas dos riscos com base no Mapa de Riscos.


Quem elabora o Mapa de Riscos?

De acordo com a NR 5 (CIPA), o Mapa de Risco deve ser elaborado por integrantes da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) com a orientação do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia, Segurança e Medicina do Trabalho).

Como elaborar o Mapa de Riscos?

No mapa de riscos é usada a planta baixa de toda a empresa ou somente de um setor analisado. Essa planta deve conter conter as máquinas e equipamentos, e qualquer mobiliário que apresente riscos.

É importante levar em conta a opinião dos trabalhadores que realizam suas atividade naquele local de trabalho ao elaborar o Mapa de Riscos, isso porque eles tem experiência naquela atividade e podem expor suas reclamações ou queixas. É interessante também, observar o processo de trabalho naquele setor. 

No Mapa de Riscos, o risco é simbolizado por um círculo de tamanho variável, representando assim, a intensidade do risco. Existem três tamanhos diferentes.



A cor do círculo caracteriza o tipo de risco. São cinco: físico, químico, biológico, ergonômico e de acidente.

Para saber mais detalhes sobre os cinco tipos de risco, clique aqui.

Então, é evidente que um círculo grande na cor vermelho representa um risco químico grande.

Etapas de elaboração do Mapa de Riscos

Antes de iniciar o processo de criação do Mapa de Riscos, deve-se conhecer o ambiente, os trabalhadores e a atividade exercida por eles. 
Os itens básicos são: número de colaboradores, sexo, idade, jornada de trabalho, capacitações para aquela atividade e para segurança do trabalho.

A próxima etapa é identificar os riscos existente no ambiente e os gerados pela atividade exercida pelos trabalhadores. Após a identificação dos riscos, é importante identificar as medidas de controle para neutralização ou eliminação desses riscos. Caso não for possível eliminar o risco, deve-se criar medidas preventivas como EPC (Equipamento de Proteção Coletiva) ou EPI (Equipamento de Proteção Individual).

A etapa seguinte é determinar os indicadores de saúde, como as queixas mais comuns, os acidentes de trabalho já ocorridos, causas mais comuns de absenteísmo e as doenças profissionais identificadas.

Seguindo em frente, é hora de elaborar o Mapa de Risco, seguindo as orientações de cor e tamanho do círculo. O Mapa de Risco deve ser elaborado sobre a planta da empresa, ou um desenho representativo do ambiente de trabalho. Além de indicar o risco pela cor do círculo, é importante indicar o agente causador desse risco. A intensidade do risco é representada por tamanhos variáveis dos círculos.

Se o estabelecimento não tem Mapa de Riscos, fique atento, pois o mesmo é obrigatório em empresas ou locais de trabalho que apresentem riscos os funcionários. Esperamos que com esse post você consiga ter uma boa noção do que é Mapa de Riscos e como elaborá-lo.

quinta-feira, 21 de março de 2019

O que são riscos ambientais?

Riscos ambientais são todos os riscos à saúde ou a vida que o trabalhador está exposto no seu ambiente de trabalho. São eles: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Vamos ver em detalhes cada um deles.


Risco químico

O risco químico se caracteriza por produtos ou substâncias que possam penetrar no organismo humano, por via oral (ingestão), respiratória (inalação) e cutânea (contato direto, pele). Esses compostos químicos geralmente são invisíveis e se mantém suspenso no ar por longos períodos.
São considerados riscos químicos: Poeiras, névoas, gases, neblina, fumos e vapores.

Risco físico

São considerados riscos físicos os gerados por agentes que são capazes de alterar as características físicas do ambiente. Seus efeitos são sentidos mesmo por quem não está diretamente exposto ao agente.
São considerados riscos físicos: Ruído, vibrações, temperaturas extremas, pressões anormais, umidade, radiações ionizante e não ionizante.

Risco biológico

A existência de micro-organismos que representam ameaça a saúde ou a vida de trabalhadores se caracteriza pelo risco biológico. A contaminação se dá como no risco químico (inalação, ingestão e contato direto).
São considerados riscos biológicos: Bactérias, parasitas, fungos, bacilos, protozoários, vírus entre outros.

Risco ergonômico

São fatores que interferem nos aspectos físicos ou psicológicos que são causados pela não/má adequação do ambiente do trabalho ao trabalhador. O trabalhador está sob o risco ergonômico quando é posto em uma ambiente ou atividade incompatível com suas condições físicas ou mentais, lhe causando assim fadiga, desconforto ou prejudicando sua saúde.
São considerados agentes causadores de risco ergonômico: Postura inadequada, esforço físico intenso, levantamento de peso, repetitividade, jornada ou ritmo excessivo de trabalho, monotonia entre outros fatores que gerem estresse físico ou psíquicos.

Risco mecânico ou de acidentes

São aqueles que estão relacionados à máquinas e equipamentos, falta de organização, inexistência de processos de trabalho entre outros. Esses agentes podem causar danos à saúde ou a integridade física do trabalhador.
São considerados agentes causadores de riscos mecânicos/acidentes: Máquinas e equipamentos sem proteção, arranjo físico desorganizado ou deficiente, ferramentas inadequadas ou com defeito, risco de queda, eletricidade, armazenamento inadequado, incêndio ou explosão, animais peçonhentos, iluminação deficiente entre outros fatores que contribuam para que ocorra acidentes.

Como prevenir os riscos ambientais?

A prevenção desses riscos pode ser feita através do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). Esse programa tem ações que visam a preservação da saúde e segurança dos trabalhadores. O PPRA tem quatro etapas principais. São elas: antecipação, reconhecimento, avaliação (quantitativa e qualitativa) e controle dos riscos que existam no ambiente de trabalho.

Outro instrumento que temos a nosso favor para eliminação ou controle dos riscos é o Mapa de Riscos. É representado em forma gráfica de acordo com a disposição do local (toda a empresa ou um único setor) analisado. Ele faz parte da etapa de avaliação qualitativa do PPRA.

Saiba mais sobre o Mapa de Riscos aqui.

Insalubridade e Periculosidade - Qual a diferença?

Essa é uma dúvida muito comum entre os trabalhadores. O que significa esses termos? Devo receber o adicional de insalubridade ou periculosidade?
Apesar dos dois trabalhos serem parecidos, há algumas diferenças entre eles.



O que é Periculosidade

A periculosidade se caracteriza pelo risco elevado de morte ao empregado. Quando determinada atividade representa ameaça à vida ou a saúde do trabalhador, em que poucos minutos são necessários para acontecer uma tragédia/acidente são consideradas atividades periculosas.

Exemplos de atividades perigosas

A Norma Regulamentadora 16 lista em seus anexos as atividades que são consideradas perigosas, e que são caracterizadas pela periculosidade. São elas:
  • Operações que envolvam explosivos ou inflamáveis;
  • Atividades com radiação ionizante ou substâncias radioativas;
  • Atividades com exposição ao roubo, violência física em trabalhos de segurança pessoal ou patrimonial;
  • Atividades ou operações perigosas envolvendo energia elétrica;
  • Atividades com motocicletas.

O que é Insalubridade

A insalubridade é caracterizada por atividades que colocam os colaboradores em exposição à agentes nocivos à saúde humana. Quando os trabalhadores estão em ambientes, ou em situações que são prejudiciais á saúde são consideradas atividades insalubres.

Exemplos de atividades insalubres

A Norma regulamentadora 15 relaciona em seus anexos as atividades que são consideradas insalubres. São elas:
  • Exposição à ruídos contínuos, intermitente e de impacto;
  • Exposição ao calor;
  • Radiações ionizantes e não ionizantes;
  • Trabalhos sob condições hiperbáricas;
  • Vibrações;
  • Frio e umidade;
  • Poeiras minerais;
  • Agentes químicos e biológicos.

Adicional de insalubridade e periculosidade

Para fazer o cálculo de insalubridade e periculosidade deve-se levar em conta as regras estabelecidas nas NRs próprias (NR 15 pra insalubridade, e NR 16 para periculosidade).
Para a periculosidade, é preciso calcular sobre o salário bruto do empregado. Se o colaborador exercer suas atividades em condições de periculosidade, o mesmo deve receber um adicional de 30% sobre seu salário bruto. Exemplo: Se o salário é R$ 2500,00, o cálculo é feito assim:


Adicional de periculosidade: 2500,00 x 30% = 750,00

Já para a insalubridade, é preciso fazer o cálculo sobre o salário mínimo do empregado. Outra diferença, é o grau de insalubridade que define qual é a porcentagem do adicional.
  • Insalubridade grau máximo: 40%
  • Insalubridade grau médio: 20%
  • Insalubridade grau mínimo: 10%
Lembre-se que esse adicional é sobre o salário mínimo. Exemplo: Se o salário mínimo é R$ 998,00, e o colaborador exerça suas atividades em um ambiente insalubre de grau médio, o cálculo é assim:


Adicional de insalubridade: 998,00 x 20% = 199,60

Tenho direito a receber o adicional de insalubridade ou periculosidade?

Não importa a atividade, essa resposta só pode ser dada depois de um médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho comprovar por laudo técnico que o ambiente ou atividade é periculosa ou insalubre, quando a eliminação ou neutralização for impossível. Depois, cabe à autoridade competente fixar o adicional aos colaboradores.



Insalubridade e periculosidade.