sábado, 23 de março de 2019

O que é Mapa de Riscos? Como elaborar?

Como o próprio nome já diz, é uma representação gráfica dos riscos presentes no ambiente de trabalho. É um instrumento que a segurança do trabalho da empresa usa para identificar os riscos que os trabalhadores estão expostos, e fazer a conscientização dos mesmos sobre os riscos ambientais.



A presença do mapa de riscos em um local visível é fundamental para que o objetivo seja alcançado, ficando acessível à funcionários e visitantes.

A elaboração do Mapa de Riscos beneficia tanto empregados como empregadores, pois melhora a produtividade e consequentemente a lucratividade e os trabalhadores saberão que existem medidas preventivas e corretivas dos riscos com base no Mapa de Riscos.


Quem elabora o Mapa de Riscos?

De acordo com a NR 5 (CIPA), o Mapa de Risco deve ser elaborado por integrantes da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) com a orientação do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia, Segurança e Medicina do Trabalho).

Como elaborar o Mapa de Riscos?

No mapa de riscos é usada a planta baixa de toda a empresa ou somente de um setor analisado. Essa planta deve conter conter as máquinas e equipamentos, e qualquer mobiliário que apresente riscos.

É importante levar em conta a opinião dos trabalhadores que realizam suas atividade naquele local de trabalho ao elaborar o Mapa de Riscos, isso porque eles tem experiência naquela atividade e podem expor suas reclamações ou queixas. É interessante também, observar o processo de trabalho naquele setor. 

No Mapa de Riscos, o risco é simbolizado por um círculo de tamanho variável, representando assim, a intensidade do risco. Existem três tamanhos diferentes.



A cor do círculo caracteriza o tipo de risco. São cinco: físico, químico, biológico, ergonômico e de acidente.

Para saber mais detalhes sobre os cinco tipos de risco, clique aqui.

Então, é evidente que um círculo grande na cor vermelho representa um risco químico grande.

Etapas de elaboração do Mapa de Riscos

Antes de iniciar o processo de criação do Mapa de Riscos, deve-se conhecer o ambiente, os trabalhadores e a atividade exercida por eles. 
Os itens básicos são: número de colaboradores, sexo, idade, jornada de trabalho, capacitações para aquela atividade e para segurança do trabalho.

A próxima etapa é identificar os riscos existente no ambiente e os gerados pela atividade exercida pelos trabalhadores. Após a identificação dos riscos, é importante identificar as medidas de controle para neutralização ou eliminação desses riscos. Caso não for possível eliminar o risco, deve-se criar medidas preventivas como EPC (Equipamento de Proteção Coletiva) ou EPI (Equipamento de Proteção Individual).

A etapa seguinte é determinar os indicadores de saúde, como as queixas mais comuns, os acidentes de trabalho já ocorridos, causas mais comuns de absenteísmo e as doenças profissionais identificadas.

Seguindo em frente, é hora de elaborar o Mapa de Risco, seguindo as orientações de cor e tamanho do círculo. O Mapa de Risco deve ser elaborado sobre a planta da empresa, ou um desenho representativo do ambiente de trabalho. Além de indicar o risco pela cor do círculo, é importante indicar o agente causador desse risco. A intensidade do risco é representada por tamanhos variáveis dos círculos.

Se o estabelecimento não tem Mapa de Riscos, fique atento, pois o mesmo é obrigatório em empresas ou locais de trabalho que apresentem riscos os funcionários. Esperamos que com esse post você consiga ter uma boa noção do que é Mapa de Riscos e como elaborá-lo.

quinta-feira, 21 de março de 2019

O que são riscos ambientais?

Riscos ambientais são todos os riscos à saúde ou a vida que o trabalhador está exposto no seu ambiente de trabalho. São eles: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Vamos ver em detalhes cada um deles.


Risco químico

O risco químico se caracteriza por produtos ou substâncias que possam penetrar no organismo humano, por via oral (ingestão), respiratória (inalação) e cutânea (contato direto, pele). Esses compostos químicos geralmente são invisíveis e se mantém suspenso no ar por longos períodos.
São considerados riscos químicos: Poeiras, névoas, gases, neblina, fumos e vapores.

Risco físico

São considerados riscos físicos os gerados por agentes que são capazes de alterar as características físicas do ambiente. Seus efeitos são sentidos mesmo por quem não está diretamente exposto ao agente.
São considerados riscos físicos: Ruído, vibrações, temperaturas extremas, pressões anormais, umidade, radiações ionizante e não ionizante.

Risco biológico

A existência de micro-organismos que representam ameaça a saúde ou a vida de trabalhadores se caracteriza pelo risco biológico. A contaminação se dá como no risco químico (inalação, ingestão e contato direto).
São considerados riscos biológicos: Bactérias, parasitas, fungos, bacilos, protozoários, vírus entre outros.

Risco ergonômico

São fatores que interferem nos aspectos físicos ou psicológicos que são causados pela não/má adequação do ambiente do trabalho ao trabalhador. O trabalhador está sob o risco ergonômico quando é posto em uma ambiente ou atividade incompatível com suas condições físicas ou mentais, lhe causando assim fadiga, desconforto ou prejudicando sua saúde.
São considerados agentes causadores de risco ergonômico: Postura inadequada, esforço físico intenso, levantamento de peso, repetitividade, jornada ou ritmo excessivo de trabalho, monotonia entre outros fatores que gerem estresse físico ou psíquicos.

Risco mecânico ou de acidentes

São aqueles que estão relacionados à máquinas e equipamentos, falta de organização, inexistência de processos de trabalho entre outros. Esses agentes podem causar danos à saúde ou a integridade física do trabalhador.
São considerados agentes causadores de riscos mecânicos/acidentes: Máquinas e equipamentos sem proteção, arranjo físico desorganizado ou deficiente, ferramentas inadequadas ou com defeito, risco de queda, eletricidade, armazenamento inadequado, incêndio ou explosão, animais peçonhentos, iluminação deficiente entre outros fatores que contribuam para que ocorra acidentes.

Como prevenir os riscos ambientais?

A prevenção desses riscos pode ser feita através do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). Esse programa tem ações que visam a preservação da saúde e segurança dos trabalhadores. O PPRA tem quatro etapas principais. São elas: antecipação, reconhecimento, avaliação (quantitativa e qualitativa) e controle dos riscos que existam no ambiente de trabalho.

Outro instrumento que temos a nosso favor para eliminação ou controle dos riscos é o Mapa de Riscos. É representado em forma gráfica de acordo com a disposição do local (toda a empresa ou um único setor) analisado. Ele faz parte da etapa de avaliação qualitativa do PPRA.

Saiba mais sobre o Mapa de Riscos aqui.

Insalubridade e Periculosidade - Qual a diferença?

Essa é uma dúvida muito comum entre os trabalhadores. O que significa esses termos? Devo receber o adicional de insalubridade ou periculosidade?
Apesar dos dois trabalhos serem parecidos, há algumas diferenças entre eles.



O que é Periculosidade

A periculosidade se caracteriza pelo risco elevado de morte ao empregado. Quando determinada atividade representa ameaça à vida ou a saúde do trabalhador, em que poucos minutos são necessários para acontecer uma tragédia/acidente são consideradas atividades periculosas.

Exemplos de atividades perigosas

A Norma Regulamentadora 16 lista em seus anexos as atividades que são consideradas perigosas, e que são caracterizadas pela periculosidade. São elas:
  • Operações que envolvam explosivos ou inflamáveis;
  • Atividades com radiação ionizante ou substâncias radioativas;
  • Atividades com exposição ao roubo, violência física em trabalhos de segurança pessoal ou patrimonial;
  • Atividades ou operações perigosas envolvendo energia elétrica;
  • Atividades com motocicletas.

O que é Insalubridade

A insalubridade é caracterizada por atividades que colocam os colaboradores em exposição à agentes nocivos à saúde humana. Quando os trabalhadores estão em ambientes, ou em situações que são prejudiciais á saúde são consideradas atividades insalubres.

Exemplos de atividades insalubres

A Norma regulamentadora 15 relaciona em seus anexos as atividades que são consideradas insalubres. São elas:
  • Exposição à ruídos contínuos, intermitente e de impacto;
  • Exposição ao calor;
  • Radiações ionizantes e não ionizantes;
  • Trabalhos sob condições hiperbáricas;
  • Vibrações;
  • Frio e umidade;
  • Poeiras minerais;
  • Agentes químicos e biológicos.

Adicional de insalubridade e periculosidade

Para fazer o cálculo de insalubridade e periculosidade deve-se levar em conta as regras estabelecidas nas NRs próprias (NR 15 pra insalubridade, e NR 16 para periculosidade).
Para a periculosidade, é preciso calcular sobre o salário bruto do empregado. Se o colaborador exercer suas atividades em condições de periculosidade, o mesmo deve receber um adicional de 30% sobre seu salário bruto. Exemplo: Se o salário é R$ 2500,00, o cálculo é feito assim:


Adicional de periculosidade: 2500,00 x 30% = 750,00

Já para a insalubridade, é preciso fazer o cálculo sobre o salário mínimo do empregado. Outra diferença, é o grau de insalubridade que define qual é a porcentagem do adicional.
  • Insalubridade grau máximo: 40%
  • Insalubridade grau médio: 20%
  • Insalubridade grau mínimo: 10%
Lembre-se que esse adicional é sobre o salário mínimo. Exemplo: Se o salário mínimo é R$ 998,00, e o colaborador exerça suas atividades em um ambiente insalubre de grau médio, o cálculo é assim:


Adicional de insalubridade: 998,00 x 20% = 199,60

Tenho direito a receber o adicional de insalubridade ou periculosidade?

Não importa a atividade, essa resposta só pode ser dada depois de um médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho comprovar por laudo técnico que o ambiente ou atividade é periculosa ou insalubre, quando a eliminação ou neutralização for impossível. Depois, cabe à autoridade competente fixar o adicional aos colaboradores.


Insalubridade e periculosidade.