segunda-feira, 17 de junho de 2019

Modelo de Ficha de EPI grátis e sua importância

Para que os trabalhadores exerçam suas atividades com segurança, é indispensável que o empregador forneça os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados à atividade exercida por ele. É importante também que essa entrega de EPI seja organizada, por isso a NR 6 fala da importância de se ter uma FICHA DE EPI.

A importância da ficha de EPI

A ficha de EPI serve basicamente para registrar o fornecimento de EPI adequado ao trabalhador, e isso é importante para o empregador e também para o empregado, desse modo eles garantem o cumprimento da NR 6.
Essa NR trata dos direitos e deveres relacionados aos Equipamentos de Proteção Individual, e traz a seguinte obrigatoriedade.
6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI:   
h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico.

Além de fornecer EPI adequado ao risco da atividade, o empregador deve registrar o fornecimento através de uma ficha, isso vai servir como garantia de que a empresa está cumprindo com as obrigações da NR 6 e vai evitar processos judiciais futuros pela falta de EPI que por ventura possa ser alegado por um funcionário.


VEJA TAMBÉM: O que são RISCOS AMBIENTAIS?

O que deve conter na ficha de EPI

Os itens abaixo são essenciais para a ficha de EPI:

  • CA (Certificado de Aprovação);
  • Descrição do EPI;
  • Fabricante;
  • Data da retirada;
  • Data da devolução;
  • Assinatura do funcionário;
  • Termo de compromisso do funcionário: A ficha de EPI deve conter os deveres do trabalhador com respeito a guarda e conservação do equipamento de proteção:
6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI:
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

Modelo de ficha de EPI grátis

Com base na NR 6 desenvolvemos um modelo de ficha de EPI que pode ser baixada gratuitamente.
Criamos duas versões, uma em PDF pronta para ser impressa, e outra editável no WORD, pra você fazer as alterações necessárias e adequar à sua empresa.
E não esqueça de curtir nossa página!
Para baixar, clique no botão acima e depois escolha qual modelo você deseja.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Planilha em Excel: Calculadora de multas da NR 28 - Fiscalização e penalidades


Você deve saber que para ter um ambiente de trabalho seguro é fundamental cumprir com as NRs que regem boa parte da segurança do trabalho na empresa, e que além de serem obrigatórias, se forem seguidas proporcionam mais segurança e saúde para os trabalhadores. 
Mas você sabia que se alguns itens de uma NR não for seguida pode gerar multas e penalidades? É sobre isso que fala a NR 28 que vamos abordar brevemente agora. Vamos também te ensinar a calcular o valor da multa e também disponibilizaremos uma planilha em Excel, que vai te ajudar nesse cálculo.

Um pouco da NR 28 - Fiscalização e penalidades

A Norma regulamentadora 28 tem caráter de correção e punição, ou seja, quando o auditor visitar a empresa, o seu objetivo é apontar as irregularidades presentes no ambiente de trabalho, aplicando multas se for necessário. O agente de inspeção do trabalho irá notificar a empresa se um item estiver em descumprimento com as NRs vigentes. O mesmo irá conceder prazos de 60 dias para a empresa tomar as devidas providências para se adequar. Esse prazo pode ser prorrogado até 120 dias.

VOCÊ SABE O QUE É FICHA DE EPI? TEMOS UM MODELO GRÁTIS!

O auditor deverá propor a interdição do estabelecimento, setor ou máquina se for constatado uma situação de risco grave e iminente à saúde ou a integridade do trabalhador.

Como calcular o valor das multas

Para calcular o valor das penalidades deve-se levar em conta o número de trabalhadores e o tipo de infração cometida pela empresa. 
Primeiro de tudo, você tem que procurar no ANEXO II da NR 28 qual item está em descumprimento e assim ver o grau da infração (1 a 4) e o tipo da infração (S- Segurança, M- Medicina).
Depois, dentro da NR 28, você pode visualizar o ANEXO I, que é a gradação das multas. Você terá o valor da multa cruzando o grau da infração com o número de trabalhadores da empresa.
Mas esse valor está em UFIR (Unidade Fiscal de Referência) que é 1.0641. Então basta multiplicar o valor da multa em UFIR por 1.0641 e você terá o valor da multa em reais.

Calculadora da NR 28 


calculadora excel nr 28 multas
Nós da Priorize desenvolvemos uma calculadora das penalidades da NR 28 em Excel, para assim facilitar esse cálculo. 
Nessa calculadora você digita o número de trabalhadores, o grau infração (1 a 4) e tipo da infração (S ou M) e a calculadora irá mostrar o valor em UFIR e o valor da multa já convertido em reais. A calculadora é muito intuitiva e fácil de usar. Essa é uma planilha exclusiva da Priorize!

Tipo: Planilha do Excel
Versão: CM28-1
Formato: .xlsx
Tamanho do arquivo: 62kb
VBA: Não
A planilha funciona em Excel 2010 ou superior.

CLIQUE PARA BAIXAR
(MEGA)

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Como funciona um disjuntor? Conheça um disjuntor por dentro

O disjuntor é um dos equipamentos elétricos mais conhecidos e com certeza tem pelo menos um aí na sua casa. Mas você sabe pra que serve um disjuntor? Já viu um por dentro?


Pra que serve um disjuntor


Pense em uma lâmpada, provavelmente tem um interruptor pra ela, ou seja, a tecla onde liga e desliga. Os disjuntores são parecidos, eles são dispositivos eletromecânicos que servem como um interruptor automático. Os disjuntores são desenvolvidos com a intenção de proteger uma instalação elétrica contra prejuízos que podem ser causados por sobrecarga ou curto-circuito.
Os disjuntores podem substituir os fusíveis, que tem a mesma função, a diferença entre eles é que quando os fusíveis atuam eles ficam inutilizáveis e requerem a troca dos mesmos. Já com os disjuntores, isso não acontece, quando ele atua desligando um circuito, ele pode ser facilmente armado de novo (ligado).


Disjuntor Térmico  


Esses disjuntores atuam quando há sobrecarga, que geram calor, e esse aquecimento causa a deformação de placas bimetálicas, provocando assim a interrupção do circuito. A sua função básica é proteger os cabos contra o aquecimento causado por sobrecarga prolongada. Apesar de ser um mecanismo robusto, o problema desse tipo de disjuntor é que são lentos, necessitando assim de um tempo para atuarem.


Disjuntor Magnético


Ao contrário do disjuntor térmico, os magnéticos são rápidos, e a interrupção é instantânea. Quando a bobina é atingida por uma forte corrente elétrica, é desencadeado o deslocamento de um contato abrindo o circuito e protegendo os equipamentos instantaneamente.


Disjuntor Termomagnético


Atualmente, esse é o disjuntor mais utilizado. Ele é basicamente a junção dos outros dois tipos de disjuntores, acima citados. Em um só disjuntor, temos a proteção térmica (lento e robusto) e a proteção magnética (rápido e preciso).


Como é um disjuntor por dentro?


Como é um disjuntor por dentro


Acima você pode ver o mecanismo interno de um disjuntor termomagnético.

Alavanca/Manopla: A manopla serve para ligar ou desligar o disjuntor manualmente. 
Bornes: É onde são conectados os fios/cabos, de entrada e saída.
Barramento bimetálico: São as placas bimetálicas que sofrem a deformação com a sobrecarga que gera calor e ativa o sistema de interrupção do circuito (proteção térmica do disjuntor).
Bobina e pistão metálico: São essas duas peças que ativam a proteção magnético do disjuntor, abrindo o contato e interrompendo o circuito.
Câmara de extinção de arco elétrico: Quando o disjuntor atua, pode acontecer arcos voltaicos que são dissipados na câmara de extinção de arco, evitando que 'faíscas' escapem pra fora do disjuntor.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Chuveiro elétrico: Por que não tomamos choque?

Esse artigo é pra você que toma banho com água quente usando um chuveiro. Talvez você já tenha feito a seguinte pergunta (ou não):

Visto que a energia elétrica fica diretamente em contato com a água, porque não levamos choque ao tomar banho?



Essa é uma pergunta muito comum, mas nem todos conseguem uma resposta clara. Mas para começarmos, precisamos entender algumas coisas:

Primeiro: Nesse artigo, quando você ler "resistor" se refere ao equipamento que esquenta a água dentro do chuveiro. E "resistência" se refere a uma propriedade física que dificulta a passagem da corrente elétrica.
Segundo: O choque elétrico é a passagem da corrente elétrica pelo nosso corpo.
Terceiro: A energia elétrica sempre percorre o caminho mais 'fácil e rápido' até a terra.
Quarto: Todo material tem o seu coeficiente de condutividade (ou seja, o quanto esse material dificulta a passagem da corrente elétrica).

A energia elétrica chega ao chuveiro por meio de 2 fios (fase e neutro, ou fase e fase), e por mais que estejam conectados através de um resistor, a energia prefere percorrer o resistor ao invés da água, por que mesmo que ela tenha esse nome, a resistência que ela oferece é muito menor do que a da água. 

Então, a energia elétrica não tem nenhum motivo pra seguir pela água (que tem uma resistência relativamente alta), depois passar pelo seu corpo (que também oferece uma resistência) pra só então chegar ao solo.

VOCÊ JÁ VIU UM DISJUNTOR POR DENTRO?

Mas os chuveiros não são 100% seguros, por isso, existe o fio terra que fica em contato com água, para drenar qualquer fuga de corrente que circule pela água. Um exemplo é se o resistor 'queimar' (partir ao meio) você não receberá a descarga elétrica, por que ela é drenada até o solo através do fio terra. Por isso, é importantíssimo que se tenha um aterramento bem feito.

Um problema mais sério, seria se a energia continuasse no chuveiro após desliga-lo, mas isso não acontece, por que os chuveiros são fabricados com um sistema, conhecido como diafragma, que quando não há pressão da água ele volta a sua posição inicial cortando assim a energia que cruza pelo resistor. Por isso, o resistor do seu chuveiro não queima toda hora e você não leva choque.

E o que dizer dos famosos "choquinhos" que levamos no registro do chuveiro? Isso fica pra um próximo artigo.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Bio-concreto: Construções curam as próprias rachaduras

O concreto é muito resistente e extremamente durável, por esse motivo ele é o material mais utilizado na construção civil ao redor do globo. Mas, como nada é perfeito, o concreto tem seus defeitos, por mais que seja muito resistente, com o tempo ele começa abrir fissuras, decorrentes do desgaste natural e do próprio stress da estrutura, e com o passar dos anos, essas fissuras (rachaduras) tendem a aumentar de tamanho.

Nesse contexto, entra uma solução que visa acabar com essa fragilidade do concreto. Trata-se do bio-concreto, ou concreto orgânico.

O bio-concreto é literalmente um concreto vivo, capaz de curar a si próprio, ou seja, de fechar (vedar) as suas próprias rachaduras.

"Nosso concreto vai revolucionar a maneira como construímos, pois nos inspiramos na natureza”, afirmou Henk Jonkers, microbiólogo responsável pelo desenvolvimento do projeto.

Podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que não foi só inspirado na natureza, mas foi feito dela, por que para criar esse "concreto mágico", capaz de regenerar edifícios desgastados com o tempo, é usado um tipo especial de uma bactéria. O nome científico da bactéria é Bacillus pseudofirmus.

Essa bactéria normalmente é encontrada em condições extremamente hostis, como em rochas próximas à vulcões ativos. Segundo Henk Jonkers, ela é capaz de sobreviver por mais de 200 anos em um edifício. 

O concreto orgânico é feito adicionando ao concreto tradicional, colônias da bactéria já mencionada e lactato de cálcio, que é usado como alimento dessas bactérias. 

Assista o vídeo abaixo e veja como o concreto biológico consegue curar a si próprio.
E como elas conseguem fechar as rachaduras no concreto? É simples! Quando um fissura é aberta, as bactérias são expostas ao ambiente, principalmente a água, que penetra por meio da rachadura e serve como um "despertador" das bactérias presentes no concreto. Elas então ficam ativas e se alimentam, e como produto dessa digestão, produzem o calcário, que por sua vez é o principal elemento do concreto. Três semanas é o tempo que demora para as bactérias vedarem uma fissura. Elas conseguem fechar uma rachadura de qualquer comprimento, de centímetros a quilômetros, mas não pode passar de 8 milímetros de largura.

E o que dizer dos edifícios já construídos com o concreto tradicional? Há uma solução pra eles também. Os mesmos desenvolvedores do bio-concreto criaram um líquido que pode ser aplicado (pulverizado) nas construções já prontas.

O único impasse do concreto orgânico é o preço, que inicialmente seria 40% mais caro que o tradicional, mesmo assim pode ser economizado bilhões ao longo do tempo em futuras manutenções em edifícios.